Disfunção erétil é a dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. É comum, pode ter causas físicas e emocionais e pode sinalizar outras doenças, como diabetes. Os tratamentos seguem etapas, das mudanças de hábito a remédios, injeções e cirurgia. Quem indica o tratamento é o urologista após avaliação.
O que é disfunção erétil?
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) define a disfunção erétil como "a incapacidade persistente de obter e/ou manter uma ereção peniana o suficiente para a penetração ou para o término do ato sexual satisfatoriamente".1 Ela também é chamada de impotência sexual.
A palavra importante é persistente: trata-se de uma dificuldade que se repete, e não de um episódio isolado. O diagnóstico parte do relato do próprio homem sobre o que sente.1
A disfunção erétil é comum?
Sim. No Estudo do Comportamento Sexual do Brasileiro (ECOS), que entrevistou 2.835 adultos em 2000, a disfunção erétil foi a queixa sexual masculina mais citada: 46,2% dos homens relataram o problema.2 Esse número inclui todos os graus, do leve ao completo.
Ou seja: é um problema frequente, e procurar ajuda médica é um passo comum e legítimo.
Quais são as causas da disfunção erétil?
A disfunção erétil pode ter origem emocional (psicogênica) ou física (orgânica). Na maioria dos homens, as duas coisas se misturam.1
Segundo a SBU, os fatores de risco mais associados são o diabetes e as doenças cardiovasculares. Também contam:1
- idade;
- tabagismo;
- pressão alta e colesterol alto;
- aterosclerose (endurecimento das artérias);
- trauma ou cirurgia na região da pelve;
- depressão;
- doenças neurológicas;
- uso de drogas;
- alguns remédios para pressão e para depressão.
Se você fez ou vai fazer uma cirurgia de próstata, veja também a página sobre próstata aumentada, que traz os riscos de cada tratamento.
Quando procurar o urologista e quais exames são feitos?
Procure um urologista se a dificuldade de ereção for persistente. A SBU lembra que a disfunção erétil pode ser sintoma de outros problemas de saúde, como diabetes, alterações hormonais e doenças do coração e dos vasos.1
Na consulta, o urologista costuma fazer:1
- uma conversa sobre sua história médica e sexual;
- exame físico completo, incluindo pressão arterial e exame dos genitais;
- exames de sangue, como glicemia, testosterona total e perfil lipídico (colesterol e triglicérides).
Exames mais especializados ficam para casos excepcionais, quando o benefício justifica o custo e a invasividade.1
Quais são as opções de tratamento?
O tratamento costuma seguir etapas, do mais simples ao mais invasivo. A escolha depende da causa, das doenças associadas e da preferência de cada homem, e é feita com o urologista.1
- Mudança de hábitos e controle de doenças: reduzir o álcool, combater o sedentarismo e a obesidade e tratar doenças como diabetes e problemas cardiovasculares.1
- Tratamento clínico: psicoterapia, comprimidos (da classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5), injeções no pênis e bomba de vácuo.1 A escolha do remédio e da dose é sempre do médico.
- Tratamento cirúrgico: segundo a SBU, consiste basicamente no implante de prótese peniana. As cirurgias nas artérias são indicadas apenas para uma pequena parte de homens selecionados.1
Quem indica o tratamento é o médico após avaliação. Nenhuma das opções funciona igual para todos, e a resposta varia de pessoa para pessoa.
Quando a prótese peniana é considerada?
A prótese peniana é indicada para casos específicos. As diretrizes de disfunção sexual a colocam como tratamento de terceira linha: ela é considerada quando os remédios e os outros tratamentos não funcionam, não são tolerados ou não são desejados.3
A diretriz da Associação Americana de Urologia (AUA) destaca a importância de uma conversa detalhada antes da decisão, porque o implante é invasivo e essencialmente irreversível.3, 4
Para saber como funcionam os tipos de prótese, a cirurgia, a recuperação, os riscos e a cobertura, veja a página sobre prótese peniana.
Dá para reduzir o risco de disfunção erétil?
A SBU recomenda mudar hábitos como o consumo excessivo de álcool, o sedentarismo e a obesidade, e identificar e tratar doenças ligadas à disfunção erétil, como diabetes e problemas cardiovasculares.1
Cuidar desses fatores ajuda a reduzir o risco, mas não garante a prevenção. Consultas regulares com o médico ajudam a identificar problemas cedo.
Perguntas frequentes
Disfunção erétil tem tratamento?
Sim. A SBU lista tratamentos clínicos, como psicoterapia, comprimidos, injeções no pênis e bomba de vácuo, e cirúrgicos, principalmente o implante de prótese peniana. A escolha depende da causa, das doenças associadas e da sua preferência, e deve ser discutida com o urologista.1
Disfunção erétil tem cura?
Depende da causa, e nenhum tratamento vem com garantia de resultado. Controlar fatores como diabetes, pressão alta, tabagismo e sedentarismo faz parte do cuidado. Existem também tratamentos clínicos e cirúrgicos para a ereção. O urologista investiga a causa e explica o que esperar no seu caso.1
Quais são as causas mais comuns da disfunção erétil?
Segundo a SBU, os fatores mais ligados à disfunção erétil são diabetes e doenças cardiovasculares. Também contribuem idade, tabagismo, pressão alta, colesterol alto, depressão, cirurgias na pelve, doenças neurológicas, drogas e alguns remédios para pressão e depressão. A maioria dos casos combina causas físicas e emocionais.1
Disfunção erétil é psicológica ou física?
Pode ser uma ou outra, mas na maioria dos homens as duas se misturam, segundo a SBU. Por isso a avaliação inclui conversa sobre a vida sexual e emocional, exame físico e exames de sangue. A psicoterapia é uma das opções de tratamento, sozinha ou junto com outras.1
Disfunção erétil é comum no Brasil?
Sim. No estudo ECOS, que entrevistou cerca de 2.800 adultos brasileiros, 46,2% dos homens relataram algum grau de disfunção erétil, a queixa sexual masculina mais frequente. O número inclui casos leves. Isso mostra que o problema é frequente e que buscar ajuda é comum.2
Disfunção erétil pode indicar outra doença?
Pode. A SBU afirma que a disfunção erétil pode ser sintoma de outros problemas de saúde. Por isso recomenda exames como glicemia, testosterona total e perfil lipídico, além de exame físico completo, para investigar diabetes, alterações hormonais e risco cardiovascular.1
Quais exames o urologista pede para disfunção erétil?
A SBU recomenda história médica e sexual, exame físico completo, com pressão arterial e exame dos genitais, e exames de sangue: glicemia, testosterona total e perfil lipídico. Exames mais especializados ficam para casos excepcionais, quando o benefício justifica o custo e a invasividade.1
O que fazer quando o remédio para ereção não funciona?
Quando a prótese peniana é indicada?
O implante é considerado quando tratamentos menos invasivos, como comprimidos, injeções e vácuo, não funcionam, não são tolerados ou não são aceitos. As diretrizes o tratam como terceira linha. Como é essencialmente irreversível, a decisão exige conversa detalhada com o urologista sobre expectativas.1, 3
Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Diagnóstico e indicação de tratamento são feitos exclusivamente por médico após avaliação individual. Em caso de urgência, ligue 192 ou procure um pronto-socorro.
Fontes
- Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) — Impotência sexual. portaldaurologia.org.br
- Abdo CHN et al. — Perfil sexual da população brasileira: Estudo do Comportamento Sexual do Brasileiro (ECOS). Rev Bras Med 2002 (Fiocruz/ARCA). www.arca.fiocruz.br
- Editorial sobre as recomendações da ESSM para disfunção erétil (PMC7993974). www.ncbi.nlm.nih.gov
- American Urological Association (AUA) — Erectile Dysfunction Guideline (2018). www.auanet.org